sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Dois lançamentos em novembro

Com alegria anunciamos o lançamento de dois volumes da 
Coleção Letra de Médico


No dia 16 de novembro, em Jundiaí, Josyanne Rita de Arruda Franco
estará comemorando a vida e apresentando sua mais recente obra.

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No dia 17 de novembro é a vez de José Jucovsky fazer seu brinde
à vida e apresentar seu novo livro na capital de São Paulo.

VIVA A VIDA! 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Chegou o volume 8

O Canto das Sereias


No oitavo volume da Coleção Letra de Médico o talentoso autor José Jucovsky decidiu reunir todos os textos que escreveu ao longo dos anos. Juntou poesias, acrósticos, poetrix, contos, crônicas, ensaios, sonetos em 400 páginas de muita inspiração e talento. No texto de introdução, o próprio Jucovsky alerta o leitor: " É inevitável que no imaginário intelectual do leitor, ao caminhar em torno de sugestivos e atraentes títulos, não siga ansioso como admirador para peregrinar a vida através dos desconhecidos e originais textos." Aceito o convite para a leitura, o autor irá se deparar com algumas joias e preciosidades, como a que a seguir se transcreve.  

Eis um dos textos do livro:

Que tipo de criaturas seremos no futuro?

      O homem é afetado não apenas pelo passado, mas também pelo presente e pelo que prevê do futuro. A humanidade busca sempre a compreensão filosófica da dualidade:  matéria e espírito. Os pensadores apegados a pontos de vista metafísicos tentam responder às clássicas perguntas: o que? – por que? – onde? – para onde?

Aldous Huxley, conhecido autor de extensa obra literária, publicou, em 1932, fantasiosa previsão do futuro da humanidade no antológico romance “Admirável Mundo Novo”. O universo de suas idéias vem sendo confirmado pelo espantoso progresso técnico-científico das últimas décadas. Pensador profundo dos problemas humanos é considerado um dos autores importantes da cultura contemporânea. Projetando neste surpreendente romance de ficção uma sociedade hermética de estrutura cientificamente moldada para  introduzir a produção industrial e agrícola mecanizada. No romance, a vida seria criada por fecundação artificial em enormes “Centros de Incubação”, onde cada óvulo fecundado seria clonado noventa e seis vezes, resultando em igual número de gêmeos idênticos. Os embriões, por sua vez, seriam selecionados por um “Sistema Mundial de Castas”, com características iguais para iguais funções. Cada grupo, submetido desde o nascimento à hipnose educativa diferenciada, ficaria condicionado a exercer um trabalho preestabelecido, bem como as obrigações sociais sempre com dedicação, prazer e amor, jamais se revoltando contra o seu destino. Imaginárias vidas humanas ajustadas psicologicamente fazem parte de um corpo harmônico, onde prevalece o uso da droga agradavelmente eufórica “Soma”.
                                           
Huxley escreve em 1947 “O Macaco e a Essência” ainda sob o impacto das monstruosas revelações da existência de campos de concentrações e das explosões das bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki. Nesta pequena obra prima Huxley imagina e retrata o que seria uma “Terceira Guerra Mundial”, que teria início no século XXII e durado somente três dias, com o uso de espantosa quantidade de armas atômicas e bacteriológicas.

Visão aterradora, possível de vir a acontecer, são as imagens descritas no romance pelo autor. Trágico imaginário advento de uma guerra, que deixaria um mundo devastado e contaminado pela fissão nuclear. Empenhado em transmitir sua antevisão com realismo usa neste livro os artifícios de roteiros cinematográficos, criando uma constrangedora visão apocalíptica de um mundo em ruínas.

A importância do pensamento huxleyano deve ser vista através da mais cruel das realidades do homem: a perda da sua essência. O grande enigma existente nas sociedades modernas, o homem escravizado à máquina cava a sua própria sepultura, num mundo que adquire uma perspectiva sombria no uso abusivo do poder das armas existentes.
Ao analisar as estruturas socioculturais o autor demonstra que a tecnologia tanto pode ser a salvação como a perdição do planeta. Critico mordaz, expõe um veemente libelo sob o rótulo que chama de ações destrutivas do homem, como desmatamentos de florestas e indústrias poluidoras do meio ambiente. Ressalta os explosivos e intermináveis conflitos com modelos de intolerância e agressões aos direitos humanos, com enorme número de mortes indiscriminadas. E na realidade pode-se continuar afirmando ser o homem o único animal a massacrar outros membros da sua própria espécie. “Os macacos escolhem os fins; só os meios são dos homens”.  
                                                                                                                                            A máxima acima é realmente terrível quando atrelada a doutrinas políticas de governos tiranos ou a grupos revolucionários candidatos a tiranos, corrompidos pelo excesso de poder e egoísmo. O horror da desintegração da própria substância da espécie humana poderia ser o resultado tanto de uma guerra atômica como da industria atômica. Torna-se um verdadeiro pesadelo ao se imaginar as consequências de um edital promulgado por um ditador quando se lê: - “O Estado deve preocupar-se sempre com os seus objetivos, não importando quais os meios para obtê-los”.

Definitivamente devemos combater a desumanização do homem, e transmitir às sociedades totalitárias um grito de alerta contra a desenfreada corrida armamentista.

A história da humanidade está repleta de pensamentos e teorias inventadas por gurus, líderes espirituais, fundadores de religiões, todos muitas vezes com legiões de adeptos  fanáticos com indócil paixão por suas crenças. O absurdo é verificar que religiões e nacionalismos xenófobos são sempre de extrema intolerância para os que não postulam de suas idéias.    
    
Os recursos e técnicas dos meios de comunicação quando monopolizados por um universo político ou religioso totalitário, contribui para que a ficção se torne realidade, podendo a natureza humana atingir o auge da barbárie. Porta-vozes com tenacidade e persistência em repetitivas e fartas publicidades transformam o poder da autoridade déspota em soberano absoluto, até por direito divino. Fugindo dos princípios primários dos direitos humanos, ditador empenhado em impor a sua suposta superioridade étnica leva seu racismo às raias da loucura.

Conflitos e problemas seculares de ordem econômica, política, religiosa e de fronteiras entre países, continuam existindo. Também temos plena consciência que a quantidade de armas atômicas e bacteriológicas existentes poderão devastar por completo a vida na face da terra. Só os homens podem escolher os meios.

São Paulo, julho de 1999.

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Chegou o volume sete

Luiz(s) Signo do Sol - a cinzenta tarde colorida


O sétimo volume da Coleção Letra de Médico vem com a irreverência poética de Luiz Jorge Ferreira, que explica assim sua maneira de escrever:”Eu converso com meus filhos pelo WhatsApp, emito frases, crio contos aproveitando trechos de suas frases, e as ponho entre outros trechos para criarem vida. Eu acredito na vida existente nas cousas.” Ele juntou tudo isso neste livro, com as inevitáveis pitadas de surrealismo. 

Eis um dos textos do livro:

De: ljorgeferreira [mailto:ljorgeferreira@uol.com.br] 
Enviada em: quarta-feira, 19 de agosto de 2015 16:59
Para: rumoeditorial@uol.com.br
Assunto: Fwd: SIGNO DO SOL...  MADRE

SIGNO DO SOL... MADRE

Após arrumar o Fado, as Photos,
e a Música de Chico Buarque,
Na estante ao lado.
Mamãe deita para morrer.
Eu fui buscar o mar, puxando-o pela janela apodrecida da sala.
E o coloquei ao seu lado.O cheiro de peixe pregou-se em nós.

Depois de cirandar entre Ursa Maior e Plutão.
Quero dizer Av Ernestino Borges
e Odilardo Silva.
Mamãe finge que um dia afogou os igarapés na poça d’água do quintal.
Onde o cheiro dos cajus embriaga o sol.
E lá criou os particípios passados para que ninguém a ouvisse soletrar S.A.U.D.A.D.E.
Havia um barulho de flores no cio.
E o mês de Abril partindo a galope.

Hoje durmo nu sob o Equador.
Corro anão sob o céu de Macapá.
Onde ruminar com os potros, sorri minh’alma.

Quero juntar-me aos tuiras e tuins.
Um mar tolo foge pelo ontem.
Ao longe a chuva chicoteia nos telhados.
Em mim o que chicoteia eu engulo,
com saliva e afim.
À noite, a noite molha minha pele negra com coisas da noite, sob a luz vesga da lua.
Ela uma tola que se acocora com Cora Coralina.
E se intimida com o Português de Pessoa.
Sabe que o mar é um punhado de água com sal.
E conta para as gaivotas que contam para minha mãe que grita.
“A Bombordo, com o sol!”

Amargo até o último mel dou nó nos nós.
Corro para o pôr do sol cego como um pássaro cego em um vôo cego.
Minha mãe salga o olhar
no mar simplesmente só.
Os olhos dos gatos
que sobem sobre os escuros, a espiam.
Enquanto cansada, ela cheira o mar que eu trouxe, ainda sujo de areia.
Um pouco depois volta a conversar com sereias, e outros, outros.
Eu sou para minha mãe, a canoa talhada em ossos, que ela fala que deixou na orla das horas, lá atrás.
Fadigado por outros tantos anos tantos.
Ouço pisadas, espaçadas, do tempo, na areia de outrora.
São 18:45 e chove.
Como se fosse a única coisa tão próxima.

Réquiem...
2012, Osasco tanto de tanto de 2008.

Sétimo Dia.
O rastro que o mar deixou espalhado
atraiu as estrelas translúcidas.
E os cães abandonados.
Eu fechei as mãos com força e o sangue voltou ao coração como se de lá nunca houvesse saído.







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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Chegou o volume 6


Desvãos do Pensamento


No sexto volume da Coleção Letra de Médico, Josyanne Rita de Arruda Franco apresenta na obra "Desvãos do Pensamento", uma faceta ainda pouco conhecida de sua atividade literária: a narrativa poética. O livro segue no ritmo que o próprio título sugere, alternando a sensibilidade que procura rimas e encontra a prosa. No espaço do pensamento, a oportunidade de sonhar com palavras. Ao leitor, um desafio de não se envolver com a atmosfera sensível presente no livro. As aquerelas que ilustram o volume são de Ana Claudia M.Macedo

Eis um dos textos do livro:


DEPOIS DAQUELA TARDE

      Se ela estivesse nua em meio à multidão, decerto não seria tão minuciosamente observada. No entanto, podia sentir a força e o peso daqueles olhos pousados nela, mesmo estando de costas para eles: sempre foram implacáveis ao desnudá-la, esquadrinhando pensamentos e mistérios.
      Atrás dela ele permanecia calado e pensativo, perscrutando-a num silêncio aterrador e cabalístico, típico dos grandes finais. Os relâmpagos e trovões daquele fim de tarde orquestravam o “não dito”... o céu choraria por eles.
      Havia ainda um fio de esperança de que ela reconsiderasse a dolorosa decisão; ele a amava de um jeito muito próprio, mas verdadeiro, já que nunca acreditou em fórmulas de amor. Os amuos e tristezas eram coisas de momento, estava apenas sem inspiração e isso o agoniava; precisava escrever, continuar vivendo os sonhos, buscar emoções... não era culpa dela, eram os apelos, a vida que se agitava em seu íntimo, chamando-o. O que fazer para que ela entendesse? A acusação era injusta, não era inconstante ou temperamental, apenas um artista, um poeta, alguém que vê o mundo com outros olhos... e ela sabia disso quando começaram.
      Argumentava tentando convencer, demovê-la da ideia de ir embora definitivamente. Tentaria ainda uma vez seduzi-la, envolvê-la em beijos e sussurros apaixonados.
      Resolveu tocar a música que ela preferia ouvir todas as vezes em que se encontravam...a ideia encheu-o de entusiasmo.
      Imóvel, ela permanecia quieta e nem se virou para ver o que ele estava fazendo; ouvia seus movimentos, tentando se manter indiferente e quase constante. Já havia ensaiado a atitude, não queria ser surpreendida e sucumbir aos apelos dele. Os pensamentos a invadiam, cheios das lembranças que o amor utiliza como recurso: a intimidade e o prazer dos corpos... os risos, mimos e segredos.
      Ah, se o amor não fosse tão inconstante e volúvel, ele saberia sobre o que ela fala... com o tempo e a conquista consumada, floresceu o costume, vieram amargas cobranças e o desencanto. O lado escuro da paixão sempre cobra seus tributos: nem poesias ele escrevia mais para ela.
      Portanto, estava decidida a não ceder às chantagens e súplicas.
      Cansara-se do universo efêmero e volátil dele, bom demais aos delírios do amor e pouco prático para a realidade da vida. Era uma mulher acostumada a realizar, estava farta de fantasias, desejava a concretude dos planos. O abismo se tornara irreparável e os engolira.
      Ela suspirou fundo, quase um lamento assustado que percebia a proximidade do adeus.
      Olhou o ambiente que tanto conhecia: os quadros que ele pintara desalinhados nas paredes; as flores e a garrafa do vinho tinto repousadas no aparador; a escrivaninha repleta de livros; papéis amontoados, rascunhos de poemas. Sobre um velho divã, almofadas de veludo azul com apliques em vermelho, antes atraentes, hoje parecendo incrivelmente cafonas.
      Esboçou um sorriso desolado, pálido de encantos... concluiu que tudo aquilo eram truques, tolices românticas de um contumaz sedutor.
      O silêncio espectral e cheio de sombras resgatou-a ao lugar de despedida. Acordes melodiosos vindos do saxofone tentavam seduzir com a música que era sempre um convite: “fly me to the moon let me play among those stars...” Ah, era demais. Melhor fugir que capitular.
      Decidida, abriu a porta e se dirigiu ao elevador, passos firmes e altivos; nenhuma lágrima, nem um olhar para trás, uma palavra sequer.
      O som do sax silenciou, estupefato com o acontecimento.
      No térreo ela se desfez do celular na primeira lata de lixo que encontrou; de posse de um novo aparelho que tirou da bolsa, ligou resoluta e disse estar a caminho.
      Finalmente, acomodada no táxi que permanecera aguardando seu retorno, permitiu-[L1] se olhar uma última vez aquele endereço tão conhecido.
      Uma dor de ausência e perda muda e consumada percorreu-a inteira, numa invasão causticante que a encharcava de tristeza.
      Sentiu-se derrotada pela rima e pelo verso, pelo viço que tanto o rejuvenescia, pelo ardente olhar que arrebatou sua emoção numa distante e inesquecível noite de inverno.
      Da janela ele observava sua partida, jovial e carismático. Levantando a taça com vinho, ofereceu a ela um brinde, irreverente como sempre. Trazia estampada no rosto uma melancolia doce e cheia de dignidade.
      Ele seguiria sem ela nos caminhos da ilusão, ela sabia... Voltará aos seus escritos e logo a esquecerá. Não! Ele tornaria a escrever porque haveria uma saudade para lembrar, outra razão para não esquecer. O poeta é egoísta, só lhe interessa o que sente, melhor seria voltar ao encontro da segura realidade.
      Ela baixou os olhos bem devagar, até que os cerrou, como quem desce as cortinas ao fim do espetáculo. A mente descansava, esvaziada em racional alívio... a areia do tempo decerto cobrirá as ruínas do amor e tudo será passado.
      Recostada no banco do táxi, deixou-se levar até o destino escolhido, ouvindo o rumoroso tilintar da chuva que escorria nos vidros.
      Depois daquela tarde, nunca mais o viu.






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segunda-feira, 21 de março de 2016

Lançamento em Blumenau

A escritora MARCIA ETELLI COELHO realizou lançamento de seu livro "INDELÉVEIS INSPIRAÇÕES", no último dia 18.03.2016, em Blumenau (SC), durante comemorações do terceiro aniversário do Jornal Sem Fronteiras. O livro é o volume 1 da Coleção Letra de Médico, projeto da editora Rumo Editorial em parceria com a Sociedade Brasileira de Médicos Escritores.  Os livros da Coleção Letra de Médico podem ser adquiridos na loja virtual da editora:http://rumoeditorial.boxloja.com/


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Chegou o volume 5

PARIS CARTIER e outras histórias



No volume 5 da Coleção Letra de Médico, Mércia Lúcia Chade narra muito do que viu e viveu em suas poesias, contos, crônicas, relatos, causos e reflexões. Ela diz na introdução da obra: "Este livro foi escrito como se eu estivesse falando comigo mesma no espelho e com você, numa linguagem coloquial, onde existimos eu e você, num papo sem preconceitos, sem julgamentos, apenas um bate papo entre amigos..."

Veja a seguir uma das narrativas deste volume:


O suposto pai


Certo dia, um final de semana Lúcia estava em casa pela manhã, quando chega uma moça ainda jovem, mais jovem que Lúcia querendo lhe falar. Não quis entrar e então ficaram no portão.
Passou-se então o seguinte diálogo entre elas:
– Meu nome é Marisa e trabalho com Antônio.
– É?
– Sim.
– Não a conheço.
– É. Sou assistente social.
– Ah!
– Vim aqui porque tenho um filho.
– Ah! Eu também!
– Quero conversar com a senhora pois meu filho é filho do seu marido, o Antônio.
Lúcia ficou pasma, mas disfarçou bem e falou:
– Não sabia e nunca soube que Antônio tenha ou tivesse tido outro filho além do seu, mas comigo; mas não há problemas. Antônio está trabalhando, o que acontece sempre em alguns finais de semana, o que você provavelmente já deve saber. Mas vou falar com ele e marcaremos uma reunião entre nós três para resolvermos esta pendência. Garanto-lhe que Antônio assumirá a paternidade e seu filho não terá problema nenhum.
A moça concordou sem nenhum questionamento. Disse que voltaria para a reunião que marcaria então com Antônio em nossa casa e traria o filho para conhecermos. Despediu-se de mim, alegre e feliz.
Eu por outro lado, fiquei matutando, matutando... o problema, a solução e a abordagem que teria com Antônio quando ele chegasse.
Na hora do almoço Antônio chegou.
Sentamos e tivemos a seguinte conversa:
– Parabéns!
– Por que parabéns?
– Pelo seu novo filho.
– Que filho? Você está grávida?
– Não. Um filho seu, já grande e que está sendo criado pela  mãe.
– Você tá louca? Não tenho e nem tive outro filho que não seja o nosso.
– Ah tem!
– Com quem?
– Com a Marisa!
– Que raios de Marisa?
– A assistente social que trabalha com você.
– Comigo?
– É.
– Não sei de nenhuma assistente social chamada Marisa que trabalha comigo.
– Pois acho melhor procurar saber.
– Por quê?
– Porque você vai assumir o filho.
– Mas eu não tenho nenhum filho com outra mulher e eu nem conheço esta tal de Marisa.
Moral da história: Até hoje esperamos a reunião com a tal da Marisa que sumiu do mapa e que Antônio jura que nunca existiu na sua vida.
Antônio foi vítima de gozação anos a fio por causa do suposto “fio”. 

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